LISTA DE CHAMADA
CENA 1/ INT. QUARTO
(FADE IN para vários shots em preto e branco de uma cidade desoladora. Chove muito.
Corta para uma janela onde a chuva ainda cai.
Zoom out: é um quarto, muito desarrumado.
Shots de umas fotos de pessoas felizes.
Corta para um despertador, que começa á tocar. O toque pode ser um toque normal ou alguma música dos anos 90. Os números no despertador são de um vermelho bem destacado contra o preto e branco do quarto.
Um braço desliga o despertador.
Corta para a cama. CAIO retira o cobertor, revelando seu rosto. Seu olhar é vazio.
Ele liga a TV, mas só tem estática.
Sai da cama, e pega um bilhete preso em uma foto de família.
Vemos ele olhando para o bilhete, e daí vemos o bilhete:
Querido filhinho, não se esqueça que hoje você tem sua detenção. Deixei o café na mesa pra você.
Beijos, Mamãe.
CENA 2/ INT. DIA, VEÍCULO.
CAIO é filmado de fora de um carro/táxi/ônibus olhando pela janela. A silhueta da escola pode ser vista refletida na janela.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
"Lista de Chamada"
Começarei a postar à partir de amanhã o meu atual projeto, "Lista de Chamada", um roteiro original.
É a base para um filme de terror/suspense(nunca entendi essa distinção, mas ok) que eu espero poder ver nas telas algum dia. Por isso, aspirantes à diretores idealistas por aí, não tenham medo! Dêem uma chance à esse filme.
Eu ainda sou meio que principiante na arte de escrever roteiros(que, diga-se de passagem, são bem diferentes de textos romanceados), e na verdade tudo que eu sei eu peguei de dicas na internet que podem ou não estar certas(Wikipédia, estou olhando para você). Isso dito, deixem críticas construtivas! Assim como todos os outros trabalhos que postarei aqui, essa é apenas a versão 1.0, e se você acha que tem como a história ficar melhor dê dicas nos comentários. Essa é a única maneira de eu saber o que vocês pensam. No final, é ainda bom para nós todos, visto que eu adquiro mais experiência e vocês ganham uma história melhor do que se não tivessem dito nada e saído desgostosos para ler o blog do Diogo Mainardi*.
O filme é bastante parecido com Pânico, no sentido em que é uma desconstrução do filme tradicional de terror, mas é também uma condenação do bullying e... bom, vejam por vocês mesmos.
Então, até amanhã, e até a primeira cena!
(*Se bem que, se você lê o blog do Diogo Mainardi, nem precisa voltar aqui, não.)
Franco Alencastro estupra, mas não mata.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Texto de madrugada, e a democratização do abraço.
Começando à escrever esse texto de madrugada, lembrei do famoso artigo sobre as Pessoas B, que anda circulando bastante pela Internet(bom, a parte que eu frequento, em todo caso).
É uma ideia surgida na Súecia, como quase tudo de bom nesse planeta azul, que inclui coisas maravilhosas como a IKEA, a banda ABBA, o Ace of Base e os romances policiais/pornô sombrio de Stieg Larsson.
Os defensores da "Sociedade B" dizem que a população mundial é dividida entre "Pessoas A", que tem seu pico de atividade nas primeiras horas da manhã, e as "Pessoas B", que ao contrário de seus amiguinhos favorecidos pelo Senhor Deus, preferem madrugar tarde e são mais produtivos com a lua à pino.
A ideia não tem base científica alguma, e parece mais ter sido modelada por algum comediante stand-up, daqueles que gostam de rotular pessoas. Ainda assim, é uma mostra interessante do que acontece com uma sociedade quando ela essencialmente, conquista todos os achievements do videogame conhecido como desenvolvimento(que, me falaram, é difícil pra caralho e ninguém nunca zerou com 100%), e sua população não está mais ameaçada de fome, guerra, sarampo ou mesmo a ocasional gripe. Daí, inventam causas misteriosas como essa(Marcha das Vadias, eu estou olhando para você), que então são ainda mais misteriosamente exportadas para países do Terceiro Mundo que, estes sim, estão cheios de problemas, como a fome, o analfabetismo e o fato do Michel Teló ser o artista mais quente do momento.
O site da proposta é cômico, cheio de trocadilhos espertinhos( espertinho no nível "B all you can B", e espertinho no nível "se você fizer mais um desses, eu vou te dar um chute tão forte nos bagos que a letra b vai pedir arrego") e a noção curiosa de que as Pessoas A vieram à dominar a cultura, e portanto, oprimem as Pessoas B, fazendo-as abraçar uma agenda para as quais são inadaptadas. E sabe o que mais? Eu apóio o projeto(sim, eu mesmo, o hipócrita residente de um enclave de Primeiro Mundo num país de Terceiro Mundo), pelo mesmo motivo que eu apóio a iniciativa da Irmandade Internacional Revolucionária dos Canhotos de se sublevar contra a ditadura da Destroição: ela me beneficia. Eu evidentemente me sinto uma pessoa B(sempre escrevo e estudo entre a meia-noite e as 3 da manhã, e em termos qualitativos sou mesmo mais produtivo nesses horários), então, se for para garantir um pouco mais de qualidade de vida e até uns horários de trabalho e estudo alternativos para mim e meus semelhantes, ei, porque não?
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Não falarei sobre a democratização do abraço nem agora, nem provavelmente nunca, porque a preguiça bateu. É meu lado A falando nesse momento.
(Sim, esse título foi um pega-trouxa.)
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Vocês devem ter notado que prometi uma entrevista com a ruivaça(se é que essa palavra existe) e musa atual da direita nacional, Cibele Baginski. E que eu não entreguei.
É, pois é. Acreditem se quiser, dessa vez não é preguiça! É problema com o email mesmo. Até essas pendências serem resolvidas e a entrevista terminada, estarei postando, capítulo por capítulo(ou melhor, cena por cena) meu roteiro "Lista de Chamada" um projeto original de terror e suspense. Fiquem ligados!
Franco Alencastro é amigo de todos os seres humanos, sejam eles negros, asiáticos, ou normais.
domingo, 9 de setembro de 2012
Que rufem os tambores
Inauguro hoje o novo especial do blog: o Pingue-Pongue do Literabyte! Entrevistas com as personalidades do momento- bom, em todo caso, as que responderem meus emails.
Nossa primeira entrevistada será Cibele Bumbel Baginski, a (re)fundadora do partido conservador ARENA.
Nossa primeira entrevistada será Cibele Bumbel Baginski, a (re)fundadora do partido conservador ARENA.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Não fui malhar hoje.
YAWN. Porque interjeição em inglês é sempre mais chique.
Acordei e não fui malhar hoje.
A vida anda tão corrida, e ainda assim tão lenta. Tão vazia, mas tão cheia de eventos. Tão sofrida.
Leite com Nescau. Suco de Laranja. Pão integral quentinho. E ainda assim tão sofrida.
(Existe método de escrita mais preguiçoso que esse? Tipo( Ok, usar tipo talvez seja mais preguiçoso), só o que eu fiz foi digitar as primeiras coisas que vi quando acordei. E ainda assim, tcharã, aqui está um texto crível. Um texto sobre uma manhã preguiçosa, preguiçosamente escrito, por um autor preguiçoso. Que não foi malhar de manhã.
Abri a janela, e olhei para o mundo. Estava frio, chuvoso, cinzento.
Abri a janela da alma, e olhei para o meu coração. Estava frio, chuvoso cinze... pera, isso é gay. Mas Baudelairianamente gay, o que dentro de certos círculos, é válido como diploma.
Então é isso galera, um texto eminentemente preguiçoso escrito uma hora depois do café da manhã e 15 minutos antes do almoço. Em, literalmente, quinze minutos. Enjoy!
Franco Alencastro é o início, o meio e o fim da picada.
Acordei e não fui malhar hoje.
A vida anda tão corrida, e ainda assim tão lenta. Tão vazia, mas tão cheia de eventos. Tão sofrida.
Leite com Nescau. Suco de Laranja. Pão integral quentinho. E ainda assim tão sofrida.
(Existe método de escrita mais preguiçoso que esse? Tipo( Ok, usar tipo talvez seja mais preguiçoso), só o que eu fiz foi digitar as primeiras coisas que vi quando acordei. E ainda assim, tcharã, aqui está um texto crível. Um texto sobre uma manhã preguiçosa, preguiçosamente escrito, por um autor preguiçoso. Que não foi malhar de manhã.
Abri a janela, e olhei para o mundo. Estava frio, chuvoso, cinzento.
Abri a janela da alma, e olhei para o meu coração. Estava frio, chuvoso cinze... pera, isso é gay. Mas Baudelairianamente gay, o que dentro de certos círculos, é válido como diploma.
Então é isso galera, um texto eminentemente preguiçoso escrito uma hora depois do café da manhã e 15 minutos antes do almoço. Em, literalmente, quinze minutos. Enjoy!
Franco Alencastro é o início, o meio e o fim da picada.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Pimp my Blog
Olha só, o blog tá todo pimpão.
Bom, vamos ignorar o uso inadequado desta já inadequada expressão e nos concentrar no que importa: a chuva digital verde do Matrix deixa tudo mais legal.
Talvez mais legal que isso sejam as pequenas ferramentas que eu botei: tem uma barra de email, lá em cima, que permite que vocês digitem seus emails, e assim, receberão os posts deste blog por twitter. Caô, vai ser por email, mesmo.
Também botei um gêzinho do google lá do lado. À primeira vista, pode não parecer com nada, mas é na verdade uma ferramenta de recomendação, que fará com que, se vocês o clicarem, este blog suba na lista de blogs recomendados pelo Google. Então, se vocês gostarem do blog, por favor, apertem aquele botão: vai facilitiar para mim e inclusive para vocês, que poderão achá-lo pelo Google mais facilmente.
E, dito isso, eu termino meu merchandising e volto para o mundo sombrio de meus livros e poemas obscuros. Haha, peguei você de novo, vou beber vinho e assistir pornografia.
Asalaam Aleikum!
Franco Alencastro é a última bolacha do pacote.
Bom, vamos ignorar o uso inadequado desta já inadequada expressão e nos concentrar no que importa: a chuva digital verde do Matrix deixa tudo mais legal.
Talvez mais legal que isso sejam as pequenas ferramentas que eu botei: tem uma barra de email, lá em cima, que permite que vocês digitem seus emails, e assim, receberão os posts deste blog por twitter. Caô, vai ser por email, mesmo.
Também botei um gêzinho do google lá do lado. À primeira vista, pode não parecer com nada, mas é na verdade uma ferramenta de recomendação, que fará com que, se vocês o clicarem, este blog suba na lista de blogs recomendados pelo Google. Então, se vocês gostarem do blog, por favor, apertem aquele botão: vai facilitiar para mim e inclusive para vocês, que poderão achá-lo pelo Google mais facilmente.
E, dito isso, eu termino meu merchandising e volto para o mundo sombrio de meus livros e poemas obscuros. Haha, peguei você de novo, vou beber vinho e assistir pornografia.
Asalaam Aleikum!
Franco Alencastro é a última bolacha do pacote.
Primeiro post (agora pra valer)
Primeiro post. Ou seria o segundo?
O de teste conta? Enfim, dane-se(danem-se?) essas questões filosóficas profundas. Esse aqui é um blog onde publicarei uns textos que eu escrevo por aí. Alguns serão bons, outros serão ruins, outros serão um lixo, alguns talvez farão vocês passarem à cogitar a possibilidade de estarmos vivendo em uma distopia, e por último alguns farão com que vocês prefiram arrancar seus próprios olhos com colheres e esfregá-los nas próprias fezes à ter de lê-los de novo. Só o que posso garantir é que serão escritos por mim(as ideias, pore´m, dificilmente serão minhas).
E porque jogar todo esse lixo desprovido de conteúdo na internet? Bom, primeiro porque a internet está transbordando de lixo desprovido de conteúdo. (Eu apenas dou nome aos bois.) Então, que outro lugar iria acolher melhor o lixo do que um que tornou o lixo um estilo de vida?
Segundo, porque a internet adora lixo desprovido de conteúdo. Porque outro motivo ela teria se tornado a Meca dos produtores de lixo? Aqui, o lixo é elevado à patamar de arte, e os porcos que o produzem, à visionários, prometeicos heróis culturais de uma era de liberdade vacilante ante a barragem de fogo dos titãs do copyright. Tudo uma merda, se me perguntarem. A internet cria heróis da noite pro dia, e, por meio disso, nivela à tudo e à todos. Felipe Neto é Stanley Kubrick. LonelyGirl15 é Marilyn Monroe. Fernando do vlog do Fernando é... algum cara bem velho.
A internet nivelou à tudo e à todos no grande 15 minutos de fama globais. E o estrelato parece tão próximo... e tão distante ao mesmo tempo! Milhões se atiram aos rochedos do Youtube e do Blogger todos os dias, criando vídeos e textos meticulosamente construídos(ou não) para garantir que sejam a maior sensação de todos os tempos da próxima semana(mais especificammente, do recreio da segunda-feira).
Esse blog é exatamente isso, uma tentativa barata e descarada de se chegar ao estrelato, só que no mundo real. O fato é, estamos em crise(ouço isso desde que nasci) e por isso, publicar livros está cada vez mais difícil. (É sério, nem se preocupem em pesquisar na internet, eu pesquisei e, acreditem, é frustrante a dificuldade que se tem para contatar editoras, quanto mais mandar seu manuscrito sem ter que engolir uns cacetes por aí) Assim, publicando esse livro na internet e ganhando uma certa notoriedade talvez me ajude à publicá-lo fisicamente, tipo assim, na vida real, seguindo a mesma trajetória de Mario Prata e seu livro, Os Anjos de Badaró, publicado na internet quando nem blogs existiam e que, com a fama que alcançou nas interwebz, logo conseguiu um contrato de publicação.
Embora esse seja meu objetivo principal, arranjar um séquito de leitores na internet também parece uma boa, portanto, se tiverem tempo, leiam meus textos e adorem-os. Ou façam crítivas construtivas, o que preferirem.
Que fique apenas como aviso para vocês(à quem eu estou enganando, ninguém vai ler isso): os posts vão demorar à chegar, porque no momento estou escrevendo o livro fora de ordem, o que significa que vários capítulos essenciais do início da história estão, por enquanto, de fora. Assim, ao menos que vocês sejam grandes fãs de Finnegan's Wake, não será uma leitura agradável, e prefiro guardar os posts para quando o livro estiver pronto, quando será postado capítulo por capítulo.
Até lá, obrigado por gastarem seu tempo lendo isso(tempo vale ouro, ou euro, hoje em dia!) e bem-vindos ao Literabyte: Literatura em Banda-larga.
O de teste conta? Enfim, dane-se(danem-se?) essas questões filosóficas profundas. Esse aqui é um blog onde publicarei uns textos que eu escrevo por aí. Alguns serão bons, outros serão ruins, outros serão um lixo, alguns talvez farão vocês passarem à cogitar a possibilidade de estarmos vivendo em uma distopia, e por último alguns farão com que vocês prefiram arrancar seus próprios olhos com colheres e esfregá-los nas próprias fezes à ter de lê-los de novo. Só o que posso garantir é que serão escritos por mim(as ideias, pore´m, dificilmente serão minhas).
E porque jogar todo esse lixo desprovido de conteúdo na internet? Bom, primeiro porque a internet está transbordando de lixo desprovido de conteúdo. (Eu apenas dou nome aos bois.) Então, que outro lugar iria acolher melhor o lixo do que um que tornou o lixo um estilo de vida?
Segundo, porque a internet adora lixo desprovido de conteúdo. Porque outro motivo ela teria se tornado a Meca dos produtores de lixo? Aqui, o lixo é elevado à patamar de arte, e os porcos que o produzem, à visionários, prometeicos heróis culturais de uma era de liberdade vacilante ante a barragem de fogo dos titãs do copyright. Tudo uma merda, se me perguntarem. A internet cria heróis da noite pro dia, e, por meio disso, nivela à tudo e à todos. Felipe Neto é Stanley Kubrick. LonelyGirl15 é Marilyn Monroe. Fernando do vlog do Fernando é... algum cara bem velho.
A internet nivelou à tudo e à todos no grande 15 minutos de fama globais. E o estrelato parece tão próximo... e tão distante ao mesmo tempo! Milhões se atiram aos rochedos do Youtube e do Blogger todos os dias, criando vídeos e textos meticulosamente construídos(ou não) para garantir que sejam a maior sensação de todos os tempos da próxima semana(mais especificammente, do recreio da segunda-feira).
Esse blog é exatamente isso, uma tentativa barata e descarada de se chegar ao estrelato, só que no mundo real. O fato é, estamos em crise(ouço isso desde que nasci) e por isso, publicar livros está cada vez mais difícil. (É sério, nem se preocupem em pesquisar na internet, eu pesquisei e, acreditem, é frustrante a dificuldade que se tem para contatar editoras, quanto mais mandar seu manuscrito sem ter que engolir uns cacetes por aí) Assim, publicando esse livro na internet e ganhando uma certa notoriedade talvez me ajude à publicá-lo fisicamente, tipo assim, na vida real, seguindo a mesma trajetória de Mario Prata e seu livro, Os Anjos de Badaró, publicado na internet quando nem blogs existiam e que, com a fama que alcançou nas interwebz, logo conseguiu um contrato de publicação.
Embora esse seja meu objetivo principal, arranjar um séquito de leitores na internet também parece uma boa, portanto, se tiverem tempo, leiam meus textos e adorem-os. Ou façam crítivas construtivas, o que preferirem.
Que fique apenas como aviso para vocês(à quem eu estou enganando, ninguém vai ler isso): os posts vão demorar à chegar, porque no momento estou escrevendo o livro fora de ordem, o que significa que vários capítulos essenciais do início da história estão, por enquanto, de fora. Assim, ao menos que vocês sejam grandes fãs de Finnegan's Wake, não será uma leitura agradável, e prefiro guardar os posts para quando o livro estiver pronto, quando será postado capítulo por capítulo.
Até lá, obrigado por gastarem seu tempo lendo isso(tempo vale ouro, ou euro, hoje em dia!) e bem-vindos ao Literabyte: Literatura em Banda-larga.
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